Sobre nós

Sobre a plataforma

A Plataforma Negrou nasceu do desejo de tornar a cultura negra mais acessível e reconhecida. Criada por Isadora Machado, ela reúne o acervo produzido a partir da dissertação de mestrado "Não dá pra fugir dessa coisa de pele: um giro negro pela acessibilidade cultura brasileira”, realizada no Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades da Universidade Federal Fluminense – PPCULT/UFF e financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)

A pesquisa teve como objetivo identificar os diálogos produzidos entre raça e acessibilidade cultural no Brasil, com foco na população negra. Fui motivada a realizar esta pesquisa principalmente porque a maioria das pessoas com deficiência no Brasil é negra, conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e também pela minha trajetória profissional na acessibilidade cultural. Busquei analisar as experiências raciais vivenciadas por profissionais negros da área e as possíveis categorias de representação sobre como a temática racial é considerada nas iniciativas e nos trabalhos de acessibilidade cultural desenvolvidos por essas pessoas. Além disso, procurei verificar as relações desses trabalhos com a cultura afro-brasileira e afrodiaspórica (Cabral, 2025).

A Plataforma Negrou surge, então, como um espaço de curadoria e acesso a conteúdos com acessibilidade sobre a cultura afro-brasileira, a população negra, a história da África e demais temas relacionados à identidade negra no Brasil. Reúne também materiais em diversas linguagens artísticas que possuem o protagonismo de pessoas negras com deficiência e/ou que contam com recursos de acessibilidade. Embora esses conteúdos não tenham sido objeto de análise direta na pesquisa, sua disponibilização visa ampliar o acesso a uma cultura negra acessível, possibilitando que pessoas com e sem deficiência conheçam mais sobre a cultura afro-brasileira, suas raízes e matrizes africanas. A plataforma também tem como finalidade apoiar a comunidade no acesso a materiais voltados para uma educação antirracista e acessível.

O acervo está organizado em quatro seções: manifestações culturais afro-brasileiras, linguagens artísticas, projetos e iniciativas, e publicações

Na página Manifestações Culturais Afro-brasileiras, você encontrará vídeos com recursos de acessibilidade de manifestações que já possuem esse conteúdo disponível na internet, além de textos explicativos sobre as principais características de cada manifestação. Escrevi esses textos durante a pesquisa pensando em outras pessoas que, assim como eu, não conheciam bem essas manifestações, em razão do apagamento histórico da cultura negra brasileira.

Em Linguagens Artísticas, o conteúdo está categorizado pelas seguintes linguagens: artes cênicas, artes visuais, audiovisual, exposições, literatura, música e poesia

Já a página Projetos e Iniciativas, você conhecerá iniciativas de acessibilidade cultural que dialogam com a cultura afro-brasileira.

Em Publicações, você encontra artigos, teses e dissertações que consideram a interseccionalidade entre raça e deficiência, nos seguintes temas: acessibilidade e saúde, acessibilidade cultural, audiodescrição, deficiência, Libras, surdez, questões étnico-raciais e pessoa negra com deficiência.

A Plataforma Negrou é, portanto, um espaço em construção, a quem deseja aprender, ensinar e celebrar essa herança. Que ela possa ser um ponto de encontro entre a cultura negra e a acessibilidade, contribuindo para um Brasil mais justo, diverso e inclusivo.

Sobre a fundadora

Isadora Machado é consultora, produtora e pesquisadora em Acessibilidade Cultural. É mestra em Cultura e Territorialidades (PPCULT-UFF), especialista em Acessibilidade Cultural (UFRJ) e graduada em Terapia Ocupacional (PUC-Campinas). Atua em projetos e instituições culturais no Rio de Janeiro e se dedica à formação, ministrando palestras, oficinas e cursos sobre inclusão, acessibilidade e comunicação. É professora do curso de Terapia Ocupacional no Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO), integrante do Laboratório de Arte, Cultura, Acessibilidade e Saúde (LACAS) e do Grupo de Pesquisa em Educação e Cultura (GPECULT).

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Logotipo. Negrou em letras pretas minúsculas e grossas, com a letra o pintada de preto no centro.
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