Samba carioca
De acordo com o Dossiê Matrizes do Samba no Rio de Janeiro, o samba carioca possui influência do jongo, do samba de roda baiano, do maxixe e da marcha carnavalesca. Surgiu nas primeiras décadas do século XX (vinte), o samba firmou-se como uma manifestação da identidade cultural da população negra, tendo a Pedra do Sal, situada na zona portuária do Rio de Janeiro, como um de seus principais marcos históricos (IPHAN).
Naquela época, muitos negros recém-libertos da escravidão viviam em cortiços no centro da cidade, mas, devido à reforma urbana conduzida pelo prefeito Pereira Passos, foram deslocados para os morros e periferias (Casa da Tia Ciata; Gazeta do Povo, 2016).
Entretanto, uma personalidade se destacou ao criar um núcleo de resistência cultural na região central: Tia Ciata, baiana oriunda do Recôncavo Baiano, renomada mãe-de-santo, quituteira e sambista. Ela morava nas proximidades da antiga Praça Onze — área central do Rio de Janeiro, que fazia limite com o bairro Cidade Nova — e organizava festas em sua casa em homenagem aos seus orixás. Após as celebrações religiosas, iniciavam-se as rodas de samba, que reuniam sambistas, capoeiristas e músicos como Donga, Pixinguinha e João da Baiana (Casa da Tia Ciata).
Em 1917, o termo "samba" foi oficialmente registrado pela primeira vez em um disco, simbolizando o nascimento formal do gênero. e houve o surgimento do movimento das escolas de samba. Na década seguinte, no bairro do Estácio, surgiu o samba-enredo e teve início o movimento das escolas de samba. Além do samba-enredo, consolidaram-se o samba de partido-alto, o samba de terreiro e as rodas de samba nos botequins (IPHAN).

Samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira - Carnaval 2025 - Libras e legenda
O Samba de Tia Ciata - legenda

Playlist samba-enredo - carnaval - 2025 - Libras e legenda
https://www.youtube.com/playlist?list=PLl5IefwnGIUfpD7UE_IqnkdOChs1cZ5Dr


