Coco de Roda, Samba de Coco ou Coco

O Coco de Roda é uma manifestação cultural afro-indígena típica do Nordeste do Brasil, com forte presença em Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Sua origem exata não é bem definida, já que existem registros de seu surgimento nos três estados. O que se sabe é que ele teria nascido nos engenhos no século XVI e, com o tempo, se espalhado pelo litoral, recebendo influência dos ritmos africanos e do contato com os povos indígenas. Uma das teorias mais conhecidas sugere que o ritmo teria surgido a partir dos cantos dos trabalhadores que colhiam coco e, aos poucos, passou a ser também dançado (Unit Pernambuco, 2022).

A apresentação pode acontecer em duplas, fileiras ou círculos, e é marcada pelas batidas dos pés, que imitam o som do coco sendo partido, além de gestos expressivos e palmas no ritmo da música. O som dos cocos segurados pelos dançarinos também faz parte da musicalidade. No formato original, um cantor — chamado de coquista ou mestre cantadô — entoa versos conhecidos ou improvisados. Entre os instrumentos utilizados estão o ganzá, o pandeiro, o caracaxá e o zabumba (Unit Pernambuco, 2022)

O Coco de Roda possui variações que mudam conforme a região e a comunidade que o pratica, como o coco de praia, o coco de zambê, o coco de ganzá, o coco milindô, o coco de sertão e o coco de usina. Além da versão dançada, existem outros dois gêneros: o coco de embolada e o coco presente na literatura de cordel (Araújo; Queiroz, 2014).

No interior de Pernambuco, na cidade de Arcoverde, o coco de Trupe se destaca pelo ritmo forte dos tamancos batendo no chão de terra, acompanhado por triângulo, pandeiro, surdo e ganzá (Brasil de Fato, 2016).

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