Rap
O rap faz parte do movimento hip-hop, por isso, é essencial compreender esse movimento e sua chegada ao Brasil antes de abordar o rap propriamente dito. O hip-hop, manifestação cultural e política urbana, tem suas origens na Jamaica, por meio do DJ jamaicano Clive Campbell, mais conhecido como Kool Herc. Em suas viagens entre o Caribe e a África do Sul, ele entrou em contato com os cantos falados de etnias que apresentavam semelhanças com o reggae (Araujo, 2024; Oliveira, 2023).
Entre as décadas de 1960 e 1970, o hip-hop foi se expandindo nos bairros marginalizados afro-americanos e latinos de Nova Iorque, impulsionado pelas celebrações populares promovidas por imigrantes jamaicanos e com influência de migrantes mexicanos, haitianos, porto-riquenhos e, em menor número, brasileiros. O movimento hip-hop, fundamentado no Mestre de Cerimônia - MC, DJing, Breakdance, Graffiti e, mais recentemente, no Conhecimento como forma de expressão e conscientização social, surge como uma resistência cultural nas periferias, enfrentando desigualdades de classe e raça (Araujo, 2024; Oliveira, 2023).
O rap, dentro desse contexto, torna-se um meio de amplificação das vozes de jovens dos guetos, permitindo a expressão de suas revoltas e realidades. Assim, tanto o hip-hop quanto o rap emergem como ferramentas para denunciar e retratar a violência, a discriminação racial, o crime e a falta de oportunidades, mas também exaltam a amizade, a identidade comunitária e o desejo por uma vida melhor (Oliveira, 2023).
No Brasil, o rap ganha força nos anos 1980, explodindo em popularidade na década de 1990, principalmente nas periferias de São Paulo, com destaque para o grupo Racionais MC’s (Araujo, 2024).

Diário de um detento - Racionais Mc's (Em Libras) - Libras
Leo Gandelman apresenta: Hip Hop Machine - BK (Libras)



