Jongo

O jongo, também conhecido como caxambu, é uma manifestação cultural de raízes africanas, mais especificamente do Congo-Angola, trazida ao Brasil pelos povos bantu. Estes povos foram submetidos ao trabalho escravo nas lavouras de café e cana-de-açúcar no Vale do Rio Paraíba, região que abrange os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Com profundo significado religioso e cultural, o jongo serviu como um espaço de encontro e resistência entre os escravizados (IPHAN, 2005; Jongo da Serrinha, 2023).

O jongo é uma dança de celebração aos ancestrais.O jongo é uma dança de celebração aos ancestrais. Na roda, casais se apresentam no centro, trocam uma umbigada de longe e vão se alternando, um par de cada vez. A música é feita por dois tambores — o caxambu, com som mais grave, e o candongueiro, com som mais agudo —, junto a um canto coletivo com versos improvisados. Além disso, o jongo teve grande importância no nascimento do samba carioca: no começo do século XX, era o ritmo que dominava as favelas do Rio de Janeiro, praticado pelos primeiros sambistas em rodas nas suas próprias casas, bem antes de o samba se tornar popular (IPHAN, 2005; Jongo da Serrinha, 2023).

O IPHAN identificou diversas comunidades jongueiras espalhadas pelo Brasil. No Rio de Janeiro, se destacam o Morro da Serrinha, a Fazenda São José em Valença, e lugares como Barra do Piraí, Miracema, Pinheiral, Santo Antônio de Pádua, Bracuí e Mambucaba, no município de Angra dos Reis. Em São Paulo, o jongo está presente em Guaratinguetá, Cunha, Piquete e São Luiz do Paraitinga. No Espírito Santo, foram encontrados grupos em São Mateus e Conceição da Barra (IPHAN, 2005).

Confira os vídeos acessíveis sobre o jongo:

https://cultspplay.com.br/video/jongo/

Documentário Jongo Mistura da Raça Raízes -Libras

Clipe Vida ao Jongo - Jongo da Serrinha - Libras e Legenda

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